Hepatite C - Um risco silencioso

O projeto Hepatite C - Quebre o silêncio está percorrendo o Brasil com testes gratuitos para pessoas entre 35 e 65 anos ou que apresentem fator de risco para a doença. Objetivo é incentivar diagnóstico precoce.
Números alarmantes demonstram o cenário de infecção pelo vírus da hepatite C no mundo: cerca de 90% dos infectados só a descobrem quando o problema já está muito avançado. No Brasil, a situação não é diferente, estimativas mostram que há aproximadamente 3 milhões de pessoas infectadas, cerca de metade delas não sabe que é portadora do vírus.
Para incentivar o diagnóstico precoce da hepatite C, a Campanha Hepatite C - Quebre o Silêncio vai realizar testes rápidos gratuitos entre os dias 09 e 13 de setembro, no Terminal São Matheus. O resultado sai em apenas 10 minutos.
Equipes especializadas estão preparadas para fazer o teste em pessoas entre 35 e 65 anos, e que apresentem fatores de risco para a doença: aquelas que receberam uma transfusão de sangue ou similares antes de 1992, fizeram alguma cirurgia de grande porte ou tratamento para problemas renais, como hemodiálise, profissionais da saúde e usuários de drogas.
A faixa etária também é fator importante para realização do teste. Nos Estados Unidos, o Centro de Controle de Doenças recomenda que nascidos entre 1945 e 1965 façam o teste de detecção, pois nessa faixa há maior prevalência de infectados pela hepatite C.
A hepatite C representa a principal causa de transplantes de fígado no país. Mundialmente, mais de 500 milhões de pessoas estão infectadas com os vírus da hepatite C ou B – um índice 10 vezes maior do que o número de portadores do HIV / Aids. O objetivo da campanha é quebrar o silêncio de uma doença que pode ficar até 20 anos no organismo sem se manifestar e contribuir para o rastreamento da infecção – um grande desafio da área de saúde pública no Brasil.


















